segunda-feira, 31 de maio de 2010

nossa mãe Cleomar.

carta a comunidade em 30 de maio de 2010:

Gente boa tarde! Para quem não me conhece meu nome é Cleomar parabenizo ao grupo pelo seu vigésimo quinto aniversário e peço mil desculpas por não estar presente, por motivo de força maior não pude comparecer.
O Novo Israel nasceu de uma necessidade de evangelizar e engajar os jovens que viviam da ociosidade sem nenhum conhecimento religioso.
A ideia de juntar os jovens e formar um grupo partiu de uma pessoa maravilhosa minha irmã Terezinha, que partilhou com o grupo de missionários coordenado pela Mãezinha (Sra. Alzira) que juntas oraram e ali foi profetzado o nome de Novo Israel.
Os jovens foram convidados a se reunirem pela primeira vez no dia 13 de maio de 1985 dias das mães ano abençoado por ser o ano internacional da juventude a 1ª reunião na minha residência localizada na R. Dona Mendinha, 408, nesta comunidade foram 22 jovens onde podemos conversar, ouvir relatos e desabafos.
Sou muito honrada por saber que até hoje o grupo continua dando frutos, resgatando e transformando os jovens de nossa comunidade.
assim foi o inicio de tudo, como começou! Obrigado e parabéns. agradece a sua mãe Cleomar.


O Ano Mundial da Juventude (sigla em inglês IYY) ocorreu em 1985, tendo como foco de atenção internacional os problemas e temas relativos à mocidade. Proclamado pela Assembleia Geral da ONU, foi assinada a 1 de janeiro deste ano, pelo então Secretário-Geral da entidade Javier Pérez de Cuéllar.

Ao longo do ano de 1985, diversas atividades ocorreram pelo mundo inteiro, coordenadas pelo Secretariado da Juventude do Centro para Desenvolvimento Social e Negócios Humanitários, na ocasião baseados nos escritórios da ONU em Viena, Áustria. Dirigia este Secretariado Mohammad Sharif, que também era o Secretário Executivo do Ano Mundial. O Presidente do evento foi Nicu Ceauşescu, filho do então ditador romeno, Nicolau Ceauşescu.

Embora não tenha organizado nenhum evento especifíco dentro deste tema, sob o slogan de "Participação, Desenvolvimento e Paz", o Secretariado para o Ano Mundial da Juventude ajudou na realização de diversos encontros que tornaram este Ano um sucesso.

O principal evento da ONU para o Ano Mundial da Juventude foi o Congresso Mundial da Juventude (em espanhol: Congresso Mundial Sobre La Juventud), organizado pela UNESCO e ocorrido em Barcelona, de 8 a 15 de julho de 1985, que emitiu a Declaração de Barcelona, sobre a juventude.

Outros eventos internacionais mencionados pelo Secretariado Geral (A/RES/40/14 [1]), de 11 de outubro de 1985) foram:

  • Conferência Internacional da Juventude e o Festival Mundial da Juventude (International Youth Conference e World Youth Festival) em Kingston, Jamaica, de 6 a 10 de abril. Emitiu a Declaração de Kingston, sobre a juventude.
  • Encontro de Amizade da Juventude (Friendly Gathering of Youth), ocorrido em Beijing, China, de 10 a 24 de maio.
  • 12º Festival Mundial para a Juventude e os Estudantes (12th World Festival of Youth and Students), em Moscou, União Soviética, de 21 de julho a 3 de agosto.
  • Conferência Legal para o Ano Mundial da Juventude (International Youth Year Conference on Law), em Montreal, de 5 a 9 de agosto.

segunda-feira, 24 de maio de 2010

Você sabe quantos padres tem o Brasil?


Hoje (abril de 2010) temos 18 mil padres no Brasil. E mais de 100 milhões de fiéis.
Isso significa que cada padre tem que atender a mais de 5555 fiéis.

Agora faça essa conta comigo:

- 10% de 18 mil padres = 1.800 padres
- 1% de 18 mil padres = 180 padres
- 0,1% de 18 mil padres = 18 padres
- 0,01% de 18 mil padres = 1,8 padres

Quantos padres brasileiros estão envolvidos em escândalos pela mídia? 2 ou 3?
Isso significa menos de 0,02% de todos os padres do Brasil!
E os outros 99,98%?

Nós vamos condenar todos os padres por causa de 2 ou 3?
Nós vamos deixar de acreditar em 11 discípulos porque Judas traiu Jesus?
Nós vamos deixar de acreditar no Senhor por causa disso?
Deixaremos de ir à Igreja e de comungar por causa do que a mídia diz?

Pense bem:
Mesmo você sendo pecador e imperfeito, mesmo com dúvida, mesmo que você se afaste da Igreja de Cristo,
mesmo assim Ele morreu por você!
O amor de Deus não muda por causa de nossas infidelidades!
Assim nossa fé não pode mudar! Seja inteligente, não se deixe confundir!

SE VOCÊ É CATÓLICO, abrace e defenda com amor a nossa fé!
SE VOCÊ NÃO É CATÓLICO, seja justo e com amor pense bem antes de disseminar inverdades sobre a Igreja Católica!

SOMOS IRMÃOS, E NÃO INIMIGOS!

Veja o vídeo abaixo, basta clicar na foto!
Boa semana, pra você!


sábado, 22 de maio de 2010

Formação: O Espírito Santo é Deus


Como preparação para a Festa de Pentecostes, a partir desta semana, este espaço de formação trará as reflexões catequéticas elaboradas por Reinaldo Beserra dos Reis para a Novena de Pentecostes. A cada semana, apresentaremos a reflexão catequética correspondente a um dia da novena.

Muitas pessoas concebem o Espírito Santo como uma “força de Deus”, ou como uma “luz divina”, ou, ainda, como uma “consolação divina” que Deus nos concede, apenas. Embora possamos também considerá-lo como essas realidades todas, é necessário termos em conta que o Espírito Santo não é “uma parte” ou “um aspecto” da ação divina. Ele é Deus!

Mesmo não assumindo a nossa natureza humana como Jesus - que se fez carne, um de nós -, o Espírito Santo é Deus mesmo. Terceira Pessoa da Santíssima Trindade, um com o Pai e o Filho. Procede do amor entre eles, uma só essência, uma só natureza com Eles. Como Pessoa é livre, tem inteligência e vontade. Tudo vê, tudo conhece, está presente em tudo e em todos. Exerce hoje, em mim - em cada criatura, em todos os filhos de Deus -, a missão de santificador, de consolador. É o Senhor da vida! É aquele que, agindo em nosso interior desde o nosso Batismo, nos leva a conhecer Jesus, a amá-Lo, a seguir Seus ensinamentos. Ele nos revela Jesus - Caminho, Verdade e Vida. Ele nos convence de que somos salvos pelo sangue do Cordeiro sem mancha, Jesus Cristo. Deus sem face. A humildade de Deus. Puro Espírito, que escolheu nosso ser para Seu Templo, Sua morada, habitando nosso frágil espírito humano.

No credo niceno-constantinopolitano, rezamos: “Creio no Espírito Santo, Senhor que dá a vida, e procede do Pai e do Filho; e com o Pai e o Filho é adorado e glorificado; Ele que falou pelos profetas”. Ao professarmos nossa fé na Pessoa do Divino Espírito Santo, a Igreja nos ensina: “Aquele que o Pai enviou aos nossos corações, o Espírito do seu Filho, é realmente Deus. Consubstancial ao Pai e ao Filho, Ele é inseparável dos dois, tanto na Vida íntima da Trindade como no seu dom de amor pelo mundo. Mas ao adorar a Santíssima Trindade, vivificante, consubstancial e indivisível, a fé da Igreja professa também a distinção das Pessoas. Quando o Pai envia seu Verbo, envia sempre seu Sopro: missão conjunta em que o Filho e o Espírito Santo são distintos, mas inseparáveis. Sem dúvida, é Cristo que aparece, Ele, a imagem visível do Deus invisível; mas é o Espírito Santo que O revela” (Catec; n.689-690).

E diz mais o Catecismo da Igreja Católica n.253: “As pessoas divinas não dividem entre si a única divindade. Mas cada uma delas é Deus por inteiro:” O Pai é aquilo que é o Filho, O Filho á aquilo que é o Pai, O Espírito Santo é aquilo que são o Pai e o Filho, isto é, um só Deus quanto à natureza” (XI Concílio de Toledo, em 675:DS 530).

(BESERRA DOS REIS, Reinaldo. Celebrando Pentecostes: fundamentação e novena. Editora RCC BRASIL. Porto Alegre-RS)

quinta-feira, 20 de maio de 2010

O Espírito Santo na Origem da Igreja

Durante este período litúrgico, aproveitaremos os sábios ensinamentos de João Paulo II para nos preparmos para a Festa de Pentecostes. A cada dia desta semana, disponibilizaremos aqui uma catequese diferente sobre o Espírito Santo escrita pelo saudoso Papa.


L’OSSERVATORE ROMANO Nº 40 – 06/10/91

1. É justo que agora dediquemos uma catequese especial a este tema tão lindo e importante. É o próprio Jesus que antes de subir ao Céu diz aos Apóstolos: “E Eu vou mandar sobre vós O que Meu Pai prometeu. Entretanto, permanecei na cidade até serdes revestidos com a força lá do Alto” (Lc. 24, 49). Jesus pretende preparar diretamente os Apóstolos para o cumprimento da “promessa do Pai”. O evangelista Lucas repete a mesma última recomendação do Mestre nos primeiros versículos dos Atos dos Apóstolos. “No decurso de uma refeição que partilhava com eles, ordenou-lhes que não se afastassem de Jerusalém, mas que esperassem lá o Prometido do Pai”. (1,4). Durante toda a Sua atividade messiânica, Jesus, pregando sobre o Reino de Deus, preparava “o tempo da Igreja”, que havia de Ter início depois da Sua partida. Quando esta já estava próxima, Ele anunciou que se avizinhava o dia em que este tempo havia de iniciar (cf. Act. 1,5), ou seja, o dia da descida do Espírito Santo. E vagueando com o olhar sobre o futuro, acrescentava: “Mas ides receber uma força, a do Espírito Santo, que descerá sobre vós, e sereis Minhas testemunhas em Jerusalém, por toda a Judéia e Samaria, e até aos confins do mundo” (Act. 1,8).

2. Quando chegou o dia do Pentecostes, os Apóstolos, que juntamente com a Mãe do Senhor estavam recolhidos em oração, tiveram a demonstração de que Jesus Cristo agia em conformidade com o que anunciara: isto é, que se estava a cumprir “a promessa do Pai”. Proclamou-o o primeiro dos Apóstolos, Simão, Pedro, ao falar à assembleia. Pedro falou, recordando primeiro a morte na cruz, e depois passou ao testemunho da ressurreição e à efusão do Espírito Santo: “Foi este Jesus que Deus ressuscitou, do que nós somos testemunhas. Tendo sido elevado pela direita de Deus, recebeu do Pai o Espírito Santo prometido e derramou o que vedes e ouvis”. (Ato. 2, 32-33).

3. O Espírito Santo dava assim início à missão da Igreja instituída para todos os homens. Mas não podemos esquecer que o Espírito operava como “Deus desconhecido” (cf. Ato. 17,23), também antes do Pentecostes. Operava de modo particular na Antiga Aliança, iluminando e conduzindo o povo eleito pelo caminho que levava a história antiga rumo ao Messias. Operou sobretudo na encarnação do Filho, como testemunham o Evangelho da anunciação e a história dos acontecimentos seguintes, ligados à vinda ao mundo do Verbo eterno, que tinha assumido a natureza humana. O Espírito Santo operou no Messias e em torno do Messias desde o momento em que Jesus deu início à Sua missão messiânica em Israel, como resulta dos textos evangélicos sobre a teofania no momento do batismo no Jordão e as Suas declarações na sinagoga de Nazaré. Mas desde aquele mesmo momento e ao longo de toda a vida de Jesus, a expectativa acentuava-se e renovavam-se as promessas de uma futura e definitiva vinda do Espírito Santo. João Batista ligava a missão do Messias a um novo batismo “no Espírito Santo”. Jesus prometia aos que acreditavam n’Ele “rios de água viva”: promessa narrada pelo Evangelho de João, que a explica assim: “Jesus falava do Espírito que deviam receber os que n’Ele acreditassem; pois o Espírito ainda não viera, por Jesus não Ter sido ainda glorificado” (Jo 7,39). No dia de Pentecostes, Cristo, tendo sido já glorificado depois do cumprimento final da Sua missão, fez correr do Seu seio os “rios de água viva” e derramou o Espírito para encher de vida divina os Apóstolos e todos os crentes. Estes puderam, assim, ser “batizados num só Espírito” (cf. 1 cor. 12,13). E foi o início do crescimento da Igreja.

4. Como escreve o Concílio Vaticano II, “Cristo enviou o Espírito Santo de junto do Pai, para realizar interiormente a Sua obra salvífica e mover a Igreja à sua própria dilatação. Sem dúvida alguma, o Espírito Santo estava já a operar no mundo, antes da glorificação do Filho. Contudo, desceu sobre os discípulos no dia de Pentecostes, para com eles permanecer eternamente; a Igreja manifestou-se publicamente diante da multidão, a difusão do Evangelho entre as gentes através da pregação teve o seu início, e, finalmente, a união dos povos na catolicidade da fé foi prefigurada na Igreja na Nova Aliança que fala todas as línguas, e todas as línguas entende e abraça na caridade, triunfando assim da dispersão de Babel” (AG, 4). O texto conciliar põe em relevo em que consiste a ação do Espírito Santo na Igreja, iniciando a partir do dia de Pentecostes. Trata-se de uma ação salvífica, interior, que ao mesmo tempo se exprime exteriormente no nascimento da comunidade e instituição de salvação. Esta comunidade – a comunidade dos primeiros discípulos – está totalmente permeada pelo amor, que supera todas as diferenças e as divisões de ordem terrena. É sinal disto o evento pentecostal de uma expressão de fé em Deus compreensível a todos, apesar da diversidade das línguas. Atestam-nos os Atos dos Apóstolos que a gente, reunida em redor dos Apóstolos, naquela primeira manifestação pública da Igreja, dizia maravilhada: “Mas quê! Essa gente que está a falar não é da Galiléia? Que passa, então, para que cada um de nós os ouça falar na nossa língua materna?” (Act. 2,7´8).

5. A Igreja que tinha nascido daquele modo no dia do Pentecostes, por obra do Espírito Santo, manifesta-se imediatamente ao mundo. Não é uma comunidade fechada, mas aberta – dir-se-ia escancarada – a todas as nações “até aos confins do mundo” (Act 1,8). Aqueles que entram nesta comunidade, mediante o Batismo, tornam-se, em virtude do Espírito Santo de verdade, testemunhas da boa nova, prontas a transmití-la aos outros. É, por conseguinte, uma comunidade dinâmica, apostólica: a Igreja “em estado de missão”. O Espírito Santo, em primeiro lugar, “dá testemunhos de Cristo (cf. Jo 15, 26), e este testemunho invade a alma e o coração daqueles que participam do Pentecostes, os quais se tornam, por sua vez, testemunhas e anunciadores. As “línguas à maneira de fogo” (Ato. 2,3), pousadas sobre a cabeça de cada um dos presentes, constituem o sinal exterior do entusiasmo ateado neles pelo Espírito Santo. Este entusiasmo estende-se dos Apóstolos aos seus ouvintes, assim como já no primeiro dia depois do discurso de Pedro “se juntaram ... cerca de três mil almas” (Act. 2,41).

6. O livro inteiro dos Atos dos Apóstolos é uma grande descrição da ação do Espírito Santo nos inícios da Igreja, a qual – como lemos – “crescia como um edifício e caminhava no temor do Senhor, com a assistência do Espírito Santo” (cf. Act. 9,31). Sabe-se que não faltavam nem as dificuldades nem as perseguições, e que se tiveram os primeiros mártires. Mas os Apóstolos tinham a certeza que era o Espírito Santo a guiá-los. Esta sua convicção ter-se-ia de certo modo formalizada na sentença conclusiva do Concílio de Jerusalém, cujas resoluções iniciam com as palavras: “o Espírito Santo e nós próprios resolvemos ...” (Ato. 15, 28). A comunidade atestava, deste modo, a própria consciência de se mover sob a ação do Espírito Santo.