terça-feira, 18 de outubro de 2011

Papa Bento XVI anuncia o "Ano da Fé"

Bento XVI presidiu, neste domingo, 16 de outubro, na Basílica de São Pedro, no Vaticano, a celebração eucarística para a Nova Evangelização. Os participantes do encontro "Novos evangelizadores para a Nova Evangelização – A Palavra de Deus cresce e se multiplica", promovido pelo Pontifício Conselho para a Nova Evangelização, estiveram presentes na cerimônia de encerramento desse evento. O Papa anunciou que em 2012 terá início o "Ano da fè".
"Estou feliz por esta reunião se realizar no contexto do mês de outubro, uma semana antes do Dia Mundial das Missões. Isto reforça a verdadeira dimensão universal da nova evangelização, em harmonia com a missão ad gentes" – frisou o Papa. "Vocês foram escolhidos por ele" – disse Bento XVI citando a 1ª Carta de Paulo aos Tessalonicenses. "Cada missionário do Evangelho deve considerar sempre esta verdade: é o Senhor que toca os corações com sua Palavra e seu Espírito, chamando a pessoa à fé e à comunhão na Igreja" – sublinhou Bento XVI.
"Eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida" – disse Jesus. "Os novos evangelizadores são chamados a caminhar por primeiro neste Caminho que é Cristo, para dar a conhecer aos outros a beleza do Evangelho que dá vida. E neste caminho não se está sozinho, mas em companhia: uma experiência de comunhão e fraternidade que é oferecida às pessoas que encontramos, para comunicar-lhes a nossa experiência de Cristo e sua Igreja. Assim, o testemunho unido ao anúncio pode abrir o coração daqueles que buscam a verdade a fim de que possam encontrar o sentido da própria vida" – destacou o Santo Padre.
Para dar novo impulso à missão eclesial, o Papa anunciou – durante a celebração eucarística - que a Igreja celebrará o "Ano da Fé" que terá início em 11 de outubro de 2012, no 50º aniversário da abertura do Concílio Vaticano II e se concluirá em 24 de novembro de 2013, Solenidade de Cristo Rei do Universo.
"Será um momento de graça e compromisso para uma plena conversão a Deus, para fortalecer a nossa fé n'Ele e a anunciá-Lo com alegria ao homem do nosso tempo. Queridos irmãos e irmãs, vocês estão entre os protagonistas da nova evangelização que a Igreja iniciou e leva avante, não sem dificuldade, mas com o mesmo entusiasmo dos primeiros cristãos" – concluiu Bento XVI. (MJ)

fonte: www.cnbb.org.br

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

E parar com essa besteira de que se confessa pessoalmente, ou tem vergonha dos padres da Paroquia.

2º - Segundo mandamento: "Confessar-se ao menos uma vez por ano".
Assegura a preparação para a Eucaristia pela recepção do Sacramento da Reconciliação, que continua a obra de conversão e perdão do Batismo (CDC, cân. 989). É claro que é pouco se confessar uma vez ao ano, seria bom que cada um se confessasse ao menos uma vez por mês, pois fica mais fácil de se recordar dos pecados e de ter a graça para vencê-los.

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Vocês estão precisando voltar para o catecismo.

1º – Primeiro mandamento da Igreja: "Participar da missa inteira nos domingos e outras festas de guarda e abster-se de ocupações de trabalho".
Ordena aos fiéis que santifiquem o dia em que se comemora a ressurreição do Senhor, e as festas litúrgicas em honra dos mistérios do Senhor, da santíssima Virgem Maria e dos santos, em primeiro lugar participando da celebração eucarística, em que se reúne a comunidade cristã, e se abstendo de trabalhos e negócios que possam impedir tal santificação desses dias (Código de Direito Canônico-CDC , cân. 1246-1248) (§2042).
Os Dias Santos – com obrigação de participar da missa, são esses, conforme o Catecismo: “Devem ser guardados [além dos domingos] o dia do Natal de Nosso Senhor Jesus Cristo, da Epifania (domingo no Brasil), da Ascensão (domingo) e do Santíssimo Corpo e Sangue de Cristo (Corpus Christi), de Santa Maria, Mãe de Deus (1º de janeiro), de sua Imaculada Conceição (8 de dezembro) e Assunção (domingo), de São José (19 de março), dos Santos Apóstolos Pedro e Paulo (domingo), e por fim, de Todos os Santos (domingo)” (CDC, cân. 1246,1; n. 2043 após nota 252) (§2177).

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

O Celibato Clerical

Antes de mais nada, é preciso dizer que o celibato de padres e freiras, bem como de todos aqueles que fazem voto de castidade perante Deus e a Igreja, não é um Dogma (matéria de fé), mas apenas uma norma disciplinar interna da Igreja.
Como tal, a Igreja poderá alterar esta disposição (como já fez) ao longo do tempo. Da mesma forma, não há obrigação para que os católicos concordem incondicionalmente com tal regra. No entanto, devido a tantas confusões que o público faz quando se trata do assunto, é interessante saber porque a Igreja optou pelo celibato de seus religiosos.
Na verdade, os clérigos optaram por um outro tipo de matrimônio: um casamento com a Igreja. Assim, um sacerdote, que não tem os deveres de pai e toda as preocupações que são inerentes a um chefe de família, pode se dedicar plenamente a sua paróquia, a sua missão de evangelizador.
Dos doze apóstolos, três eram casados (incluindo São Pedro, o primeiro Papa), mas nove eram celibatários. O próprio Jesus Cristo se manteve casto.
Com o tempo, os bispos e presbíteros da Igreja vão percebendo que esta condição mais próxima de Cristo era também a mais eficaz para o trabalho de evangelização. De fato, um pai de família não tem o mesmo tempo para cuidar da messe que um solteiro. Sem falar em outras questões, como a necessidade de se deslocar de uma região para outra.
Neste sentido, é que em 303 d.C. o Concílio de Elvira (Espanha) recomenda o celibato como norma para os religiosos. Na verdade, o Concílio apenas foi de encontro a uma realidade que já se fazia presente na Igreja.
Da mesma forma que várias instituições têm suas normas internas, a Igreja também as têm, com todo o dever e legitimidade para tanto. Ninguém é obrigado a ser padre, freira ou monge, mas caso decida por esta bela opção de vida, sabe das responsabilidades que está para assumir. Mutatis mutandis, é como quem decide entrar para as forças armadas: sabe das restrições que esta decisão implica, e mesmo dos riscos (tipo ser chamado para a guerra), mas se o faz, entende-se que há um ideal maior a justificar.
Haveria ideal maior do que procurar servir plenamente a Cristo?
Quanto a simples alegações dizendo que "o celibato vai contra a natureza do homem", tal não pode ser considerado, a menos que queiramos reduzir o homem a uma função meramente sexual, quase animalesca, esquecendo que se trata de um ser inteligente, dotado de alma e de ideais. E quanto não foram os exemplos de homens e mulheres que viveram feliz em sua condição de celibatário?
O exemplo típico é o de Santo Agostinho, que antes vivera em concubinato e, depois de converso ao Catolicismo, chega a exaltar o celibato, até mesmo de forma um tanto exagerada.
Mas para não ficarmos apenas no Cristianismo (o que já é mais do que suficiente), devemos lembrar do próprio Gandhi, que deixou a mulher para melhor lutar pelo ideal de libertação de sua pátria.
O que a sociedade moderna não entende é este "contra-testemunho" de pessoas que insistem em se manter castas, quando tudo "conspira contra", a começar pelos meios de comunicação em massa, que elegeram o sexo como um elixir mágico para todos os males.
Obviamente o sexo em si não é algo condenável. Pelo contrário, faz parte do Matrimônio, Sacramento da Igreja, exercendo a função de complementação entre o homem e a mulher, bem como a geração da vida. Funções, aliás, bem mais nobres do que outras que a sociedade moderna elegeu como justificativas das libertinagens a que hoje assistimos.
Mas, e a Bíblia, o que diz?
Os fundamentalistas em uma ponta, e os liberais em outra, dizem que o celibato é condenado pelas próprias Escrituras.
Neste sentido, citam versículos do tipo: "Crescei e multiplicai-vos". Ora, este é um mandamento para a humanidade em geral, e não para cada indivíduo. Se fosse assim, João batista, Cristo, São Paulo e boa parte dos apóstolos estariam, de cara, desobedecendo uma das recomendações que consta logo no início da Bíblia.
O próprio Cristo em Mt 19, 12 exalta o celibato:
"Pois há homens incapazes para o casamento porque assim nasceram do ventre da mãe; há outros que assim foram feitos pelos homens, e há aqueles que assim se fizeram por amor do reino dos céus. Quem puder entender, que entenda".
Quem puder entender, entenda...!
Mas Cristo continua:
"E todo aquele que deixar casa, ou irmãos, ou irmãs, ou pai, ou mãe, ou filhos, ou campos por amor de meu nome, receberá cem vezes mais e possuirá a vida eterna." (Mt 19,29)
São Paulo endossa tal posicionamento:
Quisera que todos os homens fossem como eu; mas cada um tem de Deus a sua própria graça; este uma, aquele outra. Contudo, aos não-casados e às viúvas eu digo: é melhor para eles que permaneçam como eu." (1Cor 7,7-8)
Ou ainda:
"Estás ligado a mulher? Não procures a separação. Estás livre de mulher? Não procures mulher." (1Cor 7,27)
"Eu vos quereria livres de cuidados. O celibatário cuida das coisas do Senhor, de como agradar ao Senhor. O casado deverá cuidar das coisas do mundo, de como agradar à sua mulher, e assim está dividido. A mulher não casada e a virgem só se preocupam com as coisas do Senhor, com ser  em corpo e em espírito. Porém a casada se preocupa com as coisas do mundo, como agradar ao marido. Isto vos digo para vossa conveniência, não para vos armar um laço, senão olhando ao que é melhor e ao que vos permite unir-vos mais ao Senhor, livres de impedimentos." (1Cor 7,32-35)
Por outro lado, quando São Paulo recomenda a São Timóteo que "o epíscopo tem o dever de ser irrepreensível, marido de uma só mulher, sóbrio, prudente, modesto, hospitaleiro, capaz de ensinar" (1Tim 3,2) não está obrigando São Timóteo a casar. Nem podia: um celibatário escrevendo para outro, mandando-o casar? Não faz o menor sentido!
O que São Paulo diz é para São Timóteo ser diligente na escolha de novos bispos, já que estes precisam ser pessoas exemplares para a comunidade. Só. Quem ler o trecho bíblico citado, com um mínimo de sensatez, não pode dar outra interpretação.
Se há clérigos que, infelizmente, não cumpriram os seus votos, isto não pode ser usado como desculpa para dizer que o celibato é imprestável, inviável, etc. Se fosse assim, toda e qualquer lei devia ser abolida, em respeito a seus infratores!

Não duvidar daquilo que a Igreja ensina

"O Espírito Santo, que o Pai enviará em meu nome, ensinar-vos-á todas as coisas e recordará tudo o que vos tenho dito" (João 14,25).
Antes de Jesus sofrer a Sua Paixão, na noite da despedida, naquela última Santa Ceia memorável, deixou bem claro aos apóstolos que eles teriam a assistência permanente do Espírito Santo. Sinta-se um instante naquela Ceia e ouça-O falar naquela noite memorável da despedida: "Eu rogarei ao Pai, e Ele vos dará outro Paráclito (Defensor), para que fique eternamente convosco. É o Espírito da Verdade, que o mundo não pode receber, porque não o vê nem o conhece, mas vós o conhecereis, porque permanecerá convosco e estará em vós" (João 14, 15-17).
Ora, como poderia a Igreja Católica se desviar do caminho de Deus se o Espírito da Verdade está nela e, com ela, desde o começo, e nela “permanece” sempre? Será que essa Promessa de Jesus não se cumpriu? Será que o Senhor mentiu naquela noite memorável? Não! Jesus foi enfático, o Espírito Santo não só “permanecerá convosco”, mais ainda: “estará  em vós”, eternamente.
Na mesma noite da despedida, Jesus ainda disse aos apóstolos: "Disse-vos estas coisas enquanto estou convosco. Mas o Paráclito, o Espírito Santo, que o Pai enviará em meu nome, ensinar-vos-á todas as coisas e recordará tudo o que vos tenho dito" (João 14,25).
Ora, como pode a Igreja se enganar na sua missão de levar os homens a Deus se o Senhor lhe prometeu na última noite: o Espírito Santo "ensinar-vos-á todas as coisas"? Observe que Cristo colocou o verbo no futuro: “ensinar-vos-á”; quer dizer: todos os dias daquele dia em diante, até Ele voltar. Ele continua a ensinar a Igreja, e a Igreja aos homens.
Nem tudo que a Igreja acredita está na Bíblia, muitas coisas o Espírito Santo ensinou para ela [Igreja] no decorrer dos séculos: é a Sagrada Tradição. É por isso que cremos nos dogmas ensinados pela Igreja hoje e sempre.
Aqueles homens simples da Galileia não tinham condições de assimilar todas as verdades da fé, toda a teologia que hoje a Igreja conhece (dogmática, cristologia, liturgia, mariologia, pneumatologia, escatologia, exegese bíblica...), depois de muito estudo e reflexão. Jesus, então, lhes explicou que o Espírito Santo de Deus, o Espírito da Verdade, os guiaria à verdade no futuro. Como poderá, então, a Igreja errar se o Senhor lhe prometeu que o Seu Santo Espírito da Verdade “ensinar-vos-á toda a verdade”, desde o começo? Note que o verbo está no futuro.
Uma grande prova de que a Igreja Católica não erra, no essencial, é que, em toda a sua longa história de 2 mil anos, nunca um Papa revogou um ensinamento sobre a fé ou a moral de um antecessor seu. O mesmo aconteceu com os 21 Concílios ecumênicos (universais) que a Igreja já realizou; nunca um Concílio revogou um ensinamento de fé de outro anterior. Esta é a marca do Espírito Santo na Igreja: não há contradição.
"Fora da Igreja não há salvação", diziam os Santos Padres dos primeiros séculos da Igreja. E o Catecismo da Igreja Católica (CIC) explica o que isso significa: "Toda salvação vem de Cristo-Cabeça por meio da Igreja, que é o seu Corpo" (CIC § 846). Logo, sem a Igreja não pode haver salvação. Mesmo os não cristãos, sem culpa, podem se salvar se viverem de acordo com sua consciência, são salvos por meio da graça concedida à Igreja. Aqueles que, conscientemente, rejeitarem a Igreja, rejeitarão também a salvação. Jesus afirmou aos apóstolos, hoje nossos bispos: "Quem vos ouve, a Mim ouve, quem vos rejeita, a Mim rejeita; e quem Me rejeita, rejeita aquele que Me enviou" (Lc 10,16).
Só a eles o Senhor confiou o encargo de ensinar, sem erro, com a assistência do Espírito Santo. Por isso a Igreja é essencial.
A Igreja que Jesus fundou é a que “subsiste na Igreja Católica”, que tem 2 mil anos e nunca ficou sem um chefe, Sucessor de Pedro, que o Senhor escolheu. 

fonte:http://www.cancaonova.org.br