quinta-feira, 2 de agosto de 2012

Agosto, mês das vocações

Para alguns, agosto é um mês de que se cuidar, pois ele seria nefasto... Mas para os participantes assíduos da comunidade católica, agosto, além de ser um mês abençoado como todos os demais, é desde 1981 o mês vocacional.

Por que tamanha importância dada ao tema vocação? Porque a vocação é o início de tudo. Quando ouvimos ou usamos a palavra vocação, logo a entendemos num sentido bastante vago e geral, como sendo uma inclinação, um talento, uma qualidade que determina uma pessoa para uma determinada profissão, por exemplo, vocação de pedreiro, de mãe, de médico.

E nessa compreensão também a vocação de sacerdote, de esposos, de leigos cristãos. Essa compreensão, porém, não ajuda muito no bom entendimento do que seja vocação quando nós, na Igreja, usamos essa palavra.

Vocação, em sentido mais preciso, é um chamamento, uma convocação vinda direta-mente sobre mim, endereçada à minha pessoa, a partir da pessoa de Jesus Cristo, convocando-me a uma ligação toda própria e única com Ele, a segui-lo, (cf. Mc 2,14). Vocação, portanto, significa que anterior a nós há um chamado, uma escolha pessoal que vem de Jesus Cristo, a quem seguimos com total empenho, como afirma São Paulo na Carta aos Romanos: "Eu, Paulo, servo de Jesus Cristo, apóstolo por vocação, escolhido para o Evangelho de Deus." (Rom 1, 1)

Vocação é chamado e resposta. É uma semente divina ligada a um sim humano. Nem a percepção do chamado, nem a resposta a ele são tão fáceis e tão "naturais". Exigem afinação ao divino e elaboração de si mesmo, sem as quais não há vocação verdadeira e real.

Essa escolha pessoal, de amor, é concretizada de uma forma bem objetiva no Sacramento do Batismo, que por isso se torna fundamento e fonte de todas as vocações. É neste chão fértil, carregado de húmus divino, regado pelo sangue de Jesus, que brotam as vocações específicas, aquelas que cabem diferentemente a cada um. Algumas delas são mais usuais e comuns, como a de casal cristão, de leigo cristão, de catequista, de animador da caridade na comunidade.

Outras são definidas pela Igreja como vocações de "singular consagração a Deus", por serem menos usuais, mas igualmente exigentes e mais radicais no processo de seguimento de Jesus: são as vocações de sacerdote, de diácono, de religioso, de religiosa.

As vocações mais usuais são cultivadas em nossas comunidades eclesiais. As de "singular consagração a Deus" são cultivadas em comunidades eclesiais especiais, como nossos seminários.

O mês vocacional quer nos chamar à reflexão para a importância da nossa vocação, descobrindo nosso papel e nosso compromisso com a Igreja e a sociedade. Reflexão que deve nos levar à ação, vivenciando no dia-a-dia o chamado que o Pai nos faz. Que a celebração do mês vocacional nos traga as bênçãos do Pai para vivermos a nossa vocação sacerdotal, diaconal, religiosa ou leiga. Todas elas são importantes e indispensáveis. Todas elas levam à perfeição da caridade, que é a essência da vocação universal à santidade.

E no domingo de agosto, quando refletimos sobre a vocação leiga, somos convidados a homenagear nossos catequistas, aquelas pessoas que, num testemunho de fé e generosidade, dedicam-se ao sublime ministério de transmitir as verdades divinas a nossas crianças, adolescentes e jovens.

Por: Dom Fernando Mason
Bispo Diocesano de Piracicaba

quarta-feira, 1 de agosto de 2012

Maria, humana como nós

Ela foi a pessoa que melhor realizou a vontade de Deus
O gênero humano possui duas naturezas: a corporal e a espiritual. (CIC, 2337). Uma bonita característica desta realidade é que tudo aquilo que somos neste mundo têm como finalidade última revelar a nossa identidade eterna, como disse o Papa João Paulo II em uma de suas catequeses: “O corpo, de fato, e só ele, é capaz de tornar visível o que é invisível. Foi criado para transferir para a realidade visível do mundo o mistério oculto desde a eternidade em Deus, e assim ser sinal d’Ele (Teologia do Corpo, nº 19, de 20/02/1980).

Até a essência humana do "Homem-Deus" teve esse propósito: “a pessoa humana do Cristo pertence 'in proprio' à pessoa divina do Filho de Deus, Sua vontade e inteligência têm como primazia a revelação do ser espiritual da Trindade (CIC, 470).

Podemos identificar uma mostra disso ao checar a vida dos santos, aqueles que já alcançaram a glória junto ao Altissímo, mas que, desde sua vida terrena, enquanto peregrinos neste mundo, demonstravam habilidades, carismas e dons que faziam parte da identidade eterna a respeito deles.

Perceba que aqueles que foram elevados aos altares, os mais conhecidos, são tidos como padroeiros e intercessores de causas específicas conforme suas experiências vividas em sua passagem aqui na terra. Dom Bosco, hoje no céu, continua intercedendo pelos jovens; São Lucas, médico (cf.Cl 4,14), é padroeiro destes profissionais da medicina; Santa Cecília, musicista, é auxiliar espiritual dos músicos, e assim por diante.
Neste contexto, destacamos Maria Santíssima. Ela foi a pessoa humana que realizou, da maneira mais perfeita, a obediência da fé (CIC, 148), por isso está acima de todos os santos. Ela teve, em sua humanidade, a dádiva de ser mãe como maior incumbência e a mantém na eternidade. Tudo nela diz respeito à maternidade.

Aquilo que conhecemos a seu respeito, proclamado pela Igreja em seus títulos, já tinham um traço, uma característica que ela desenvolveu em sua vida neste mundo. A personalidade, a alegria, o silêncio, o serviço, a feminilidade, a prontidão, o ser educadora, a intimidade, o modo particular de ser mãe, correspondem ao cuidado que Cristo desfrutou e que, ainda nos tempos de hoje, nós também podemos obter de Maria. Nisso tudo, ela antecipava o ser “Auxiliadora”, “Rainha de Paz”, distribuidora de “Graças”, “Medianeira”, mulher “das Dores" etc.

Nela, o “dom da maternidade” atinge seu significado mais profundo e perfeito desde sempre e para sempre.

Maria, a mãe de Jesus, é e sempre será a mãe de toda a Igreja. Sem nenhuma exceção, aqueles que são gerados no Cristo herdam a filiação do Pai das Misericórdias e também dessa Mãe Dulcíssima, que nos acolhe e nos ama, pois, somos membros do Corpo Místico de Jesus, no qual Sua dimensão física foi gerada por Maria.

Ela é o modelo de mãe que concebe o corpo e também cuida para que o filho alcance a plenitude da vida espiritual e da vontade de Deus a seu respeito.

Ao vislumbrar o rosto humano da Virgem de Nazaré, seremos impulsionados a aumentar nosso amor, nossa devoção e entrega a Nossa Senhora, como também será uma provocação, partindo dos exemplos de Maria, a encontrar a iniciativa do Senhor no sentido de nossa própria existência, conhecer o que Deus pensou a nosso respeito para esta vida e para a eternidade.

Maria, mãe da ternura, rogai por nós!


quarta-feira, 25 de julho de 2012

“Caminhada com Maria – 10 anos: Com Maria no Caminho da Fé.”

Iniciávamos em 2003, por ocasião da festa de Nossa Senhora da Assunção, Padroeira da Cidade de Fortaleza, e nas comemorações dos 150 anos da Diocese de Fortaleza, a CAMINHADA COM MARIA.
Neste ano estaremos realizando no dia 15 de agosto, Solenidade da Assunção de Nossa Senhora, pela décima vez esta manifestação de religiosidade e fé do Povo de Deus em nossa cidade e arquidiocese de Fortaleza. À proposta inicial a resposta foi muito acima da esperada, a todos nos surpreendendo. E a cada ano nos surpreende mais o crescimento do número de fiéis que se unem nesta caminhada de fé em homenagem à Mãe de Jesus e nossa Mãe, Mãe da Igreja e Padroeira de nossa Cidade de Fortaleza.
Por que caminhamos com Maria? Esta pergunta não pode deixar de nos desafiar, quando mais de um milhão de pessoas expressam sua devoção!
Como aconteceu em sua vida terrena, a mãe de Jesus de Nazaré viveu toda voltada para seu filho, o Filho de Deus encarnado, o Cristo Senhor. Toda de Jesus, Maria é em si mesma um chamado e um testemunho: VIVER PARA JESUS, O CRISTO SALVADOR.
Todos os anos o tema da Caminhada tem nos colocado nesta dimensão de seguimento de Cristo:
2003 – Caminhamos com Maria, em seu Caminho que é Jesus. – 150 anos da Arquidiocese de Fortaleza e Ano do Rosário proclamado pelo Papa João Paulo II.
2004 – Caminhamos com Maria, modelo insuperável da contemplação de Cristo. – 150 anos do dogma da Imaculada Conceição e 100 da coroação de Nossa Senhora Aparecida, Rainha e Padroeira do Brasil.
2005 – Com Maria seguimos Jesus Eucaristia. – Ano da Eucaristia proclamado pelo Papa João Paulo II.
2006 – Com Maria somos discípulos e missionários de Jesus Cristo. – rumo à V Conferência do Episcopado Latino-Americano e do Caribe. Ela foi convocada pelo Papa João Paulo II e confirmada pelo Papa Bento XVI para realizar-se em Aparecida – Cidade Santuário Mariano Nacional do Brasil, dos dias 13 a 31 de maio de 2007.
2007 – Com Maria, discípula e missionária de Jesus, a serviço da vida. – das conclusões da V Conferência já realizada em Aparecida.
2008 – Caminhamos com Maria, Mãe dos discípulos de Jesus Cristo. – na celebração do Ano Paulino proposto pelo Papa Bento XVI.
2009 – Caminhamos com Maria na fidelidade de Cristo. – na celebração do Ano Sacerdotal estatuído pelo Papa Bento XVI.
2010 – Caminhamos com Maria: Fica conosco, Senhor! – na sintonia com o Congresso Eucarístico Nacional por ocasião dos 50 anos de Brasília, Capital Federal.
2011 – Caminhamos com Maria, acolhendo Jesus – a Palavra de Deus – marcada pela Exortação Apostólica Verbum Domini do Santo Padre Bento XVI sobre a Palavra de Deus na vida e na missão da Igreja.
Neste ano, 2012, a Caminhada com Maria completa seus 10 anos de existência e já é consolidada manifestação de fé e amor do povo católico para com sua Mãe e Rainha.
Como ocorreu nos demais anos anteriores, esta Caminhada com Maria estará em sintonia com o momento eclesial que estaremos vivendo: o ANO DA FÉ proclamado pelo Papa Bento XVI em sua Carta Apostólica Porta Fidei – A PORTA DA FÉ (cf. At 14, 27), e que se iniciará no próximo dia 11 de outubro e irá até o dia 24 de novembro de 2013. Com Maria no Caminho da Fé será o tema da Caminhada com Maria 2012.
No momento estaremos comemorando os 50 anos do Concílio Vaticano II com uma reproposta do mesmo através do Sínodo dos Bispos para a nova evangelização.
Já o mesmo Concílio Vaticano II propunha, em sua CONSTITUIÇÃO DOGMÁTICA LUMEN GENTIUM SOBRE A IGREJA, no capítulo final (VIII): “A Igreja Virgem e Mãe 64. A Igreja, contemplando a santidade misteriosa de Maria, imitando a sua caridade, e cumprindo fielmente a vontade do Pai, pela palavra de Deus fielmente recebida, torna-se também ela mãe, pois pela pregação e pelo batismo gera, para uma vida nova e imortal, os filhos concebidos do Espírito Santo e nascidos de Deus. Ela é também a virgem, que guarda íntegra e pura a fé jurada ao Esposo, e, à imitação da Mãe do seu Senhor, pela graça do Espírito Santo, conserva virginalmente íntegra a fé, sólida a esperança, sincera a caridade.20
A virtude de Maria que a Igreja deve imitar 65. Enquanto a Igreja já alcançou na bem-aventurada Virgem essa perfeição que faz que ela se apresente sem mancha nem ruga (cf. Ef 5,27), os fiéis, porém, continuam ainda a esforçar-se por crescer na santidade, vencendo o pecado; por isso levantam os olhos para Maria que refulge diante de toda a comunidade dos eleitos como modelo de virtudes. A Igreja, refletindo piedosamente sobre Maria e contemplando-a à luz do Verbo feito homem, penetra cheia de respeito, mais e mais no íntimo do altíssimo mistério da encarnação, e vai tomando cada vez mais a semelhança do seu Esposo. Com efeito, Maria, que entrou intimamente na história da salvação, de certo modo reúne em si e reflete as maiores exigências da fé; quando é exaltada e honrada, ela atrai os crentes para seu Filho, para o sacrifício dele e para o amor do Pai. E a Igreja, por sua vez, empenhada como está na glória de Cristo, torna-se mais semelhante ao seu modelo tão excelso, progredindo continuamente na fé, na esperança e na caridade, buscando e cumprindo em tudo a vontade de Deus. Com razão, a Igreja, também na sua atividade apostólica, olha para aquela que gerou a Cristo, concebido do Espírito Santo e nascido da Virgem precisamente para poder nascer e crescer, por meio da Igreja, também no coração dos fiéis. A Virgem, durante a vida, foi modelo daquele amor materno de que devem estar animados todos aqueles que colaboram na missão apostólica da Igreja para a redenção dos homens.”
Esperamos assim, mais ainda, com nossa manifestação pública e comum, fazer com Maria o Caminho da Fé que é Cristo. E testemunhá-lo presente em nós, Sua Igreja, para levá-lo a todo o mundo em nova evangelização, renovado em seu ardor, métodos e expressões. Que a CAMINHADA COM MARIA não seja apenas um ato devocional, mas verdadeiro ícone da própria vida de discípulos e discípulas em Cristo.
+ José Antonio Ap. Tosi Marques
Arcebispo Metropolitano

sexta-feira, 20 de julho de 2012

Professor Felipe Aquino recebe homenagem durante PHN

Na tarde desta quinta-feira, dia 19, durante o Acampamento PHN, o professor Felipe Aquino, apresentador do programa “Escola da Fé” na TV Canção Nova, foi homenageado pelos serviços prestados à Igreja com a honraria da Ordem dos Cavaleiros de São Gregório Magno.

Este título é destinado às pessoas que se destacam, no seu trabalho, em prol da evangelização e em defesa da fé católica.
 
Professor Felipe Aquino e Dona Zila, sua esposa

O bispo da diocese de Lorena (SP), Dom Benedito Beni, presidiu a celebração junto com o fundador da Canção Nova, monsenhor Jonas Abib, e outros sacerdotes. No início da celebração, o formador geral da Comunidade, padre Wagner Ferreira, leu, em latim, a carta enviada pela Santa Sé, na qual o professor Felipe recebia o título conferido a ele pelo Papa Bento XVI.

Ao entregar a carta, o prelado destacou a importância de tal homenagem e os grandes serviços prestados à Igreja pelo professor Felipe Aquino.

“Este prêmio é uma homenagem não só para o professor Felipe, mas também para todos os leigos da diocese de Lorena que, a seu modo, lutam pela evangelização e defesa da Igreja. Destaco, hoje, os grandes serviços prestados pelo professor Felipe, seus inúmeros livros e palestras que sempre tiveram como meta maior guiar os cristãos e apresentar a eles, de forma acessível, a Palavra de Deus”, afirmou Dom Beni.
 
 

Ao fim da celebração, o filho do homenageado, Davi Aquino, discursou relembrando alguns fatos e momentos da história da família que marcaram esta trajetória. Logo depois, o homenageado também agradeceu sua família e todas as pessoas que sempre o apoiaram.

“Nunca vi, como um trabalho ou uma obrigação, tudo o que fiz e faço pela Igreja. É um prazer comunicar Deus para todos aqueles que necessitam ouvi-Lo. Não fiz nada sozinho, por isso seria egoísmo da minha parte não dividir essa honraria com todos que passaram pela minha vida. Espero continuar firme na fé e servir a Igreja até o último dia da minha vida”, agradeceu ele.

A Canção Nova agradece ao professor Felipe Aquino (@PFelipeAquino) por seus serviços prestados e a fiel parceria durante esses anos. Ele, desde o início, faz parte desta obra de evangelização e, atualmente, apresenta os programas “Escola da Fé” e “Pergunte e responderemos”, pela TV Canção Nova, além de fazer parte desta obra de evangelização.

fonte: http://www.cancaonova.com/

Vox Dei canta "Precisa-se de santos"