quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

7º Encontro das Artes


Evento adiado por conta dos últimos acontecimentos mais informações ligue: 87486240/88045697

Feliz Ano Novo Israel pra você

Dessa forma nós da Comunidade Família Novo Israel confraternizaremos esse novo ano que particularmente para nós será um ano de Graça aonde muitas coisas se realizarão apartir de 1º de janeiro de 2010. Ano do nosso jubileu de prata que maravilha será para nós festejarmos com a Igreja nosso aniversário de 25 anos. Enfim a Família Novo Israel deseja a toda paróquia de Cristo Redentor um Feliz Ano Novo Israel.

quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

Para que entendamos o que estamos a viver em nossa Igreja



Colunas - Coluna do Padre Fabio Balbino
Ter, 05 de Dezembro de 2006 19:54

O Ano Litúrgico é o "calendário religioso". Por ele, o povo cristão revive anualmente todo o Mistério da Salvação centrado na Pessoa de Jesus, o Messias. O Ano Litúrgico contém as datas dos acontecimentos da História da Salvação; contudo, não coincide com o ano civil, que começa no dia primeiro de janeiro e termina no dia 31 de dezembro. O Ano Liturgico, por sua vez, começa com o Primeiro Domingo do Advento e termina na última semana do Tempo Comum, onde se celebra a solenidade de Nosso Senhor Jesus Cristo, Rei do Universo ( Cristo Rei). Em outras palavras, ele começa e termina quatro semanas antes do Natal, cumprindo sempre três ciclos: A, B,e C. No Ano (ou ciclo) A, predomina a leitura do Evangelho de São Mateus; no Ano (ou ciclo) B, predomina a leitura do Evangelho de São Marcos e no Ano(ou ciclo) C, predomina a leitura do Evangelho de São Lucas. O Ano Litúrgico é composto de diversos "tempos litúrgicos" e sua estrutura é a seguinte:

  • Tempo do Advento

  • Tempo do Natal

  • Tempo Comum ( Primeira parte )

  • Tempo da Quaresma

  • Tríduo Pascal

  • Tempo Pascal

  • Tempo Comum

segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

Êchodo ou ÊXODO?

Às vezes ser padre é muito divertido. Não me levem a mal, mas realmente é muito engraçado perceber certas coisas. E tem coisa que só o padre vê; injustiça, assim eu acabo achando graça sozinho. Nesse caso, vou fazer vocês se divertirem também, ou não, depende...

Tem muita comédia que acontece na hora da Missa. Como, quem me conhece sabe, eu sou muito “discreto”, é difícil alguém não perceber quando acontece uma marmota na minha frente. Acho que daria para escrever um livro de “piadas de sacristia”. Talvez seja uma boa ideia. Quem topa ajudar?

Bom, para começar, de leitura engraçada tem um monte. Acho melhor rir do que chorar, até por que, ler errado é um enorme desrespeito à Palavra de Deus! São incontáveis formas de dizer as palavras da Bíblia, eis algumas pérolas:

- “Leitura do livro do demônio” – bom, com essa aberração, a criatura que se dispôs a ler deveria ter dito livro do DEUTERONÔMIO!

- “Leitura da primeira carta de São Paulo aos Tessalosinesis, Tesalonisesis, Teza... bom, é isso aí”. A Carta de São Paulo aos TESSALONICENSES é campeã de versões originais.

- “Leitura do livro do êchodo”, ou então: “Leitura do livro do exôdo”... ÊXODO, minha filha, ÊXODO! Sei de uma menina que não tinha quem fizesse ela ler o xis com som de z (coisas complicadas da nossa língua, não é mesmo? A coitadinha não tem culpa...); essa pobre coitada ficou com trauma do padre corrigindo na hora da missa e nunca mais leu.

- “Leitura do ato dos apóstolos...” Qual, meu Deus! Qual ato???

Uma inesquecível foi em um Domingo de Ramos. Como vocês lembram, normalmente, a leitura da Paixão de Cristo é dividida entre alguns leitores, ficando com o sacerdote as partes da fala de Jesus. Pois bem, chega um momento, quando o narrador proclama a morte do Senhor, onde todos devem se ajoelhar e fazer um momento de silêncio, por respeito e adoração. Certa vez, a pessoa que estava lendo disse em alto e bom tom ao microfone: “E Jesus deu um grande grito e espirrou”. Que diferença faz um erre, um simples errezinho, não acham? Bom, na verdade, não só um “r” pois o verbo expirar, portanto, Jesus expirou, se escreve com x, mas a pronúncia é a mesma. Ainda bem que a gente tinha que se ajoelhar, assim as pessoas não me viram rindo logo na hora menos indicada...

Mas o objetivo de toda essa lista de comédias é chamar atenção para alguns erros evitáveis, mas que a gente comete por falta de informação adequada.

À parte o fato que devemos ter um grande respeito pela Palavra de Deus e tudo o que se refere à sagrada liturgia, e, por isso, os nossos leitores devem ser os mais bem preparados possíveis; existem algumas coisas que, na missa, não dizemos e respondemos de modo correto, por incrível que pareça, por não entendermos direito a gramática das frases. Isso mesmo, por erro de português!

Vamos lá:

“Orai, irmãos...” – o padre faz um pedido à assembleia, na terceira pessoa do plural do modo imperativo. Não somos habituados no nosso dia a dia com a 3ª pessoa do plural, ou seja, com o “vós”. Provavelmente, a liturgia católica seja o único lugar onde escutamos normalmente essa forma. No Brasil, substituímos o “vós” por “vocês”. Mas isso não é um problema, a não ser que nós não consigamos mais entender direito o pronome “vós”. Mas, na verdade, não é esse o motivo do erro aqui (que eu nem falei onde é que tem erro!). Voltemos à frase: “orai irmãos...”. É um convite (em tom de ordem) que o presidente da celebração faz à assembleia e esta, por sua vez, deveria responder AO PADRE. Isso mesmo, a resposta não é a Deus, mas ao padre! Aí é que está o erro que muita gente comete. Vamos ver agora a resposta do povo?

- “Receba o Senhor por tuas mãos este sacrifício, para a glória do seu nome, para o nosso bem e de toda a santa Igreja”.

Em outras palavras: Padre, nós desejamos que o Senhor Deus receba por tuas mãos sacerdotais este sacrifício do pão e do vinho mudados no Corpo e Sangue de Jesus, para a glória do seu nome (o nome de Deus), para o nosso bem e de toda a Santa Igreja.

A confusão que nós fazemos entre o “tu” e o “você” é que atrapalha nessa frase, entenderam?

Muita gente pensa que a frase é dirigida a Deus, é uma oração, e dizem a frase assim:

- Receba, ó Senhor, por tuas mãos (as mãos de Deus)... Isso está totalmente errado e essa frase não seria sequer possível na Missa, pois, na liturgia, não se pode tratar Deus por “tu”, mas somente por “vós”. O verbo “receba” estaria errado e o pronome “tu”, pior ainda.

Por hoje é só, até a próxima.

sexta-feira, 25 de dezembro de 2009

Cantiga de Reis



É folclore, manifestação espontânea do povo, andanças tradicionais e animadas que começam mais ou menos em 30 de dezembro e terminam a 6 de janeiro que é o Dia dos Reis. Grupos de músicos com seus regionais mais ou menos treinados cruzam a cidade em várias direções, pacatos, os Reis sempre trabalham à base de pouca "acatape" e muita simpatia, nunca se viu um Reis no xadrez da polícia até mesmo as delegacias de nossa capital dão licença para os tiradores de Reis. Meu pai adorava os reis, quando se ouviam os primeiros acordes dos instrumentos musicais em nossa porta o poeta de Solimões acordava, às vezes à meia noite, e entrava em diálogo com um dos populares dos Reis. Certa ocasião na rua do Trilho de Ferro, onde morávamos chegou um grupo, como era cedo ainda, nove horas, os tiradores, chefiados pelo músico Vicentinho tocaram apenas, o que não satisfez, o Quintinho em respostar perguntou:

– Por que não cantam? heim mestre?

– Seu doutor é porque a porta está aberta. Nós só canta quando ela está fechada.

Sem perder um minuto meu pai que era homem de repente fechou as portas, apagou a luz da entrada, eles também não se fizeram de rogados. Os seis homens começaram a cantar os primeiros versos que nunca me esqueci:

Aqui estou em vossa porta
em figura de raposa (repete três vezes)

Os outros três respondiam também três vezes o último verso para formar a quadra:

Eu não venho pedir nada
Mas o dar é grande coisa (repete três vezes)
Esta casa está bem feita
Por dentro por fora não
Por dentro cravos e rosas
Por fora manjericão!

Se procuro repetir os versos, que são popular, e conhecidíssimos, é pelo prazer de reviver aqui nestas linhas e incentivar as nossas tradições populares.

O senhor dono da casa
Abra a porta e acenda a luz (repete uma vez)
Pelo amor de Jesus
O sol entra pela porta o luar pela janela (repete três vezes)
O luar pela janela (repete três vezes)
Eu quero a resposta
E não saio daqui sem ela (repete três vezes)

A música não varia nunca, creio que o leitor deve conhecê-la muito bem, em caso contrário pode passar ao seu companheiro que se for cearense de Fortaleza vai recordar as noites inesquecíveis de janeiro. Ainda me lembro quando meu pai tirou do bolso de seu colete, que estava na grade de uma cadeira, uma cédula de dez tostões e deu aos seis homens que vibravam de alegria vendo tanto dinheiro! (Bons tempos).

Deitei-me pensando seriamente, não nos Reis, mas na porta e repetia na cama:

Esse meu pai é um esbanjador, dá dez tostões de uma vez a seis músicos que tocaram só meia hora...! e lá no fim da rua últimos acordes me embalavam novamente o sono:

Aqui estou em vossa porta
Em figura de raposa...
Em figura de raposa...
Em figura de raposa...

Os folguedos continuam noite a dentro. Carolino dos Reis, chefe de um grupo destes músicos populares empunha sua flauta de bambu e com toda faceirice de mulato 100% fecha os olhos e sopra uma música que se podia chamar melodia – saudade, nos transportando aos mesmo reis de janeiro do ano passado e a saudação vem com o pandeiro em surdina:

Deus vos salve casa santa
Onde Deus fez a morada
Onde mora o cálix bento
E a hóstia consagrada

Esta casa está bem feita
Por dentro por fora não
Por dentro cravos e rosas
Por fora manjericão!

O dono ou a dona da casa atendam, dão suas ofertas que tanto pode ser uma galinha como uma penca de bananas, em bodegas já se sabe: é bolacha ou aguardente e as vezes um pedaço de queijo. Aí os tiradores fazem a louvação aos donos da casa:

Meu senhor dono da casa
Faz favor que a porta abra
Que eu não sou como cabrito
Que mama dois numa cabra

Havia no Jacarecanga um tirador de Reis que exercia suas atividades desde menino quando apenas acompanhava o seu tio que era chefe de grupo, festeiro dos melhores foi crescendo ficando conhecido como tirador de Reis, nascido Enoc Maranhão seu nome foi mudado para Enoc dos Reis era por outra razão motivo da troça, era por justiça que os companheiros repetiam – "Esse Enoc é mesmo dos Reis"...

Mais quadrinhas colhidas do Enoc

São José e Santa Maria
Se foram para Belém
Foram tirar os seus Reis
Para nós tirar também

O sol entra pela porta
O luar pela janela
Estou esperando a resposta
E não saio daqui sem ela.

E assim a serenata dos Reis percorre as ruas de Fortaleza, dando a todos uma nota de tradição, bom gosto, simplicidade acima de tudo de autêntica e de espontânea manifestação popular. Daqui o meu apelo: recebam os Reis de acordo com o seu merecimentos, e salvemos alguma coisa das tradições que ainda existem na nossa Fortaleza de Nossa Senhora da Assunção.

E a Familia Novo Israel seguindo esssa tradição também fara suas andanças

(Cunha, Plautus. "Cantiga de Reis". O Estado. Fortaleza, 06 de janeiro de 1961)

quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

O Natal

A Igreja em sua missão de ir pelo mundo levando a Boa Nova quis dedicar um tempo para aprofundar, contemplar e assimilar o Mistério da Encarnação do Filho de Deus; conhecemos este tempo como o Natal. Perto da antiga festa judaica das luzes e buscando dar um sentido cristão às celebrações pagãs do solstício de inverno, a Igreja aproveitou o momento para celebrar o Natal.

Nesse tempo os cristãos por meio do Advento se preparam para receber o Cristo, luz do mundo" (Jo 8, 12) em suas almas, retificando suas vidas e renovando o compromisso de segui-lo. Durante o Tempo de Natal assim como no Tríduo Pascal da semana Santa celebramos a redenção do homem graças à presença e entrega de Deus; mas diferentemente do Tríduo Pascal em que recordamos a paixão e morte do Salvador, no Natal recordamos que Deus se fez homem e habitou entre nós.

Assim como o sol afasta a trevas durante a alvorada, a presença de Cristo irrompe nas trevas do pecado, do mundo, do demônio e da carne para mostrar-nos que é o caminho a se seguir. Com sua luz nos mostra a verdade de nossa existência. Cristo é a vida que renova a natureza caída do homem e da natureza. O Natal celebra essa presença renovadora de Cristo que vem salvar o mundo.

A Igreja em seu papel de mãe e mestre por meio de uma série de festas busca conscientizar o homem deste fato tão importante para a salvação de seus filhos. Por isso, é necessário que todos os fiéis vivamos com reto sentido a riqueza da vivência real e profunda do Natal.

Por último, é necessário recordar que durante o Natal celebramos em três dias consecutivos, 26, 27 e 28 de dezembro, três festas que nos fazem presente a entrega total ao Senhor:

. Santo Estevão, mártir que representa aqueles que morreram por Cristo voluntariamente.
. São João Evangelista, que representa aqueles que estiveram dispostos a morrer por Cristo mas não foi morto. São João foi o único Apóstolo que se arriscou a estar com a Virgem aos pés da cruz.
. Os Santos Inocentes que representam aqueles que morreram por Cristo sem sabê-lo.