quarta-feira, 31 de março de 2010

3 meses sem o querido Padre Caetano


Inicialmente é bom ressaltar que a Santa Igreja Católica tem secular tradição de oferecer a Santa Missa pelos fiéis defuntos, ou seja, o chamado "memento", aquele momento em que se reza pelos falecidos, de maneira particular ou de maneira comunitária, de acordo com o costume de cada lugar. Esta oração pode ocorrer com a Missa de Exéquias que é direito garantido pelo Código de Direito Canônico aos fiéis de comprovada vida de fé, a teor do c. 1177, § 1º: "As exéquias em favor de qualquer fiel defunto devem ser celebradas, geralmente, na própria Igreja paroquial".
Neste sentido a Missa pelos Mortos é um direito dos fiéis quando do falecimento, do terceiro, sétimo ou trigésimo dia, no primeiro ano, e, via de regra, na comemoração de todos os fiéis defuntos, em que se oferece um memento em favor daqueles que adormeceram em Cristo, aos quais procura ajudar diante de Deus com sufrágios, para que sejam associados aos cidadãos do céu, dentro do contexto da celebração da comunhão dos santos. Essa é a esperança cristã que a Igreja oferece aos seus filhos com a ressurreição dos mortos. Sendo assim porque não oferecer sempre e em todos os meses a Santa Missa pelo nosso Fundador e Pastor agora intercessor Padre Caetano será no dia 01/04 dia da Instituição da Eucaristia.

Atenção para as Missas da Quinta-Feira Santa


=Matriz de Cristo Redentor=
19h Missa Vespertina da Ceia do Senhor
Presidência: Pe. Lauro Freire, INJ.
Cerimoniários: Eribelton, Júlio, Gladson
Animador: Franzé
Leitores: Ir. Teresa de Jesus Maria,OCD e Ir. Marcelo, INJ.
Música: Novo Amanhecer
Vigília Eucarística: Comunidade Elohim

=Capela Nossa Senhora Aparecida=
19h Missa Vespertina da Ceia do Senhor
Presidência: Pe. Helton Maia, INJ.
Cerimoniários: Auricélio, Roab, Josias
Animador: Thiago
Leitores: Tânia e Vander
Música: Silvio e Michelle
Vigília Eucarística: Tiago (FNI)

QUINTA FEIRA SANTA


"quando comemos deste pão e bebemos deste cálice, proclamamos a morte do Senhor até que ele volte" (1Cor 11, 26).

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A liturgia da Quinta-feira Santa é um convite a aprofundar concretamente no mistério da Paixão de Cristo, já que quem deseja segui-lo deve sentar-se à sua mesa e, com o máximo recolhimento, ser espectador de tudo o que aconteceu na noite em que iam entregá-lo.

E por outro lado, o mesmo Senhor Jesus nos dá um testemunho idôneo da vocação ao serviço do mundo e da Igreja que temos todos os fiéis quando decide lavar os pés dos seus discípulos.

Neste sentido, o Evangelho de São João apresenta a Jesus 'sabendo que o Pai pôs tudo em suas mãos, que vinha de Deus e a Deus retornava', mas que, ante cada homem, sente tal amor que, igual como fez com os discípulos, se ajoelha e lava os seus pés, como gesto inquietante de uma acolhida inalcançável.

São Paulo completa a representação lembrando a todas as comunidades cristãs o que ele mesmo recebeu: que aquela memorável noite a entrega de Cristo chegou a fazer-se sacramento permanente em um pão e em um vinho que convertem em alimento seu Corpo e seu Sangue para todos os que queiram recordá-lo e esperar sua vinda no final dos tempos, ficando assim instituída a Eucaristia.

A Santa Missa é então a celebração da Ceia do Senhor na qual Jesus, um dia como hoje, na véspera da su paixão, "enquanto ceava com seus discípulos tomou pão..." (Mt 26, 26).


Ele quis que, como em sua última Ceia, seus discípulos se reunissem e se recordassem d'Ele abençoando o pão e o vinho: "Fazei isto em memória de mim" (Lc 22,19).

Antes de ser entregue, Cristo se entrega como alimento. Entretanto, nesta Ceia, o Senhor Jesus celebra sua morte: o que fez, o fez como anúncio profético e oferecimento antecipado e real da sua morte antes da sua Paixão. Por isso "quando comemos deste pão y bebemos deste cálice, proclamamos a morte do Senhor até que ele volte" (1Cor 11, 26).

Assim podemos afirmar que a Eucaristia é o memorial não tanto da Última Ceia, e sim da Morte de Cristo que é Senhor, e "Senhor da Morte", isto é, o Ressuscitado cujo regresso esperamos de acordo com a promessa que Ele mesmo fez ao despedir-se: "Um pouco de tempo e já não me vereis, mais um pouco de tempo ainda e me vereis" (Jo 16, 16).

Como diz o prefácio deste dia: "Cristo verdadeiro e único sacerdote, se ofereceu como vítima de salvação e nos mandou perpetuar esta oferenda em sua comemoração". Porém esta Eucaristia deve ser celebrada com características próprias: como Missa "na Ceia do Senhor".

Nesta Missa, de maneira diferente de todas as demais Eucaristias, não celebramos "diretamente" nem a morte nem a ressurreição de Cristo. Não nos adiantamos à Sexta-feira Santa nem à noite de Páscoa.

Hoje celebramos a alegria de saber que esta morte do Senhor, que não terminou no fracasso mas no êxito, teve um por quê e um para quê: foi uma "entrega", um "dar-se", foi "por algo"ou melhor dizendo, "por alguém" e nada menos que por "nós e por nossa salvação" (Credo). "Ninguém a tira de mim,(Jesus se refere à sua vida) mas eu a dou livremente. Tenho poder de entregá-la e poder de retomá-la." (Jo 10, 18), e hoje nos diz que foi para "remissão dos pecados" (Mt 26, 28c).

Por isso esta Eucaristia deve ser celebrada o mais solenemente possível, porém, nos cantos, na mensagem, nos símbolos, não deve ser nem tão festiva nem tão jubilosamente explosiva como a Noite de Páscoa, noite em que celebramos o desfecho glorioso desta entrega, sem a qual tivesse sido inútil; tivesse sido apenas a entrega de alguém mais que morre pelos pobres e não os liberta. Porém não está repleta da solene e contrita tristeza da Sexta-feira Santa, porque o que nos interessa "sublinhar" neste momento, é que "o Pai entregou o Seu Filho para que todo o que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna"(Jo 3, 16) e que o Filho entregou-se voluntariamente a nós apesar de que fosse através da morte em uma cruz ignominiosa.

Hoje há alegria e a Igreja rompe a austeridade quaresmal cantando o "glória": é a alegria de quem se sabe amado por Deus; porém ao mesmo tempo é sóbria e dolorida, porque conhecemos o preço que Cristo pagou por nós.

Poderíamos dizer que a alegria é por nós e a dor por Ele. Entretanto predomina o gozo porque no amor nunca podemos falar estritamente de tristeza, porque aquele que dá e se entrega con amor e por amor, o faz com alegria e para dar alegria.

Podemos dizer que hoje celebramos com a liturgia (1a. Leitura) a Páscoa. Porém a da Noite do Êxodo (Ex 12) e não a da chegada à Terra Prometida (Js 5, 10-ss).

Hoje inicia a festa da "crise pascoal", isto é, da luta entre a morte e a vida, já que a vida nunca foi absorvida pela morte mas sim combatida por ela. A noite do sábado de Glória é o canto à vitória porém tingida de sangue, e hoje é o hino à luta, mas de quem vence, porque sua arma é o amor.

sexta-feira, 26 de março de 2010

Nossa Fundação

A minha querida família Novo Israel quero aqui relatar minha experiência de reflexão sobre a nossa fundação como comunidade e sendo carisma, espero assim ajudar todos a compreenderem o que Deus nesses quase 25 anos vem falando ao mundo através da nossa vivência do Evangelho e da nossa dedicação ao serviço do mesmo. “É preciso maturidade humana e espiritual para receber o dom da comunidade. Deus gera inquietação interior, que muitas vezes é um apelo divino, no coração do fundador ou dos fundadores. Ex: Moisés se inquietou, se precipitou, Deus o conduziu ao deserto. No tempo de Deus, foi enviado para libertar o povo cativo. Moisés amadureceu no deserto.” Sim Deus gera inquietações, quem nunca viveu inquieto com a vontade de Deus tentando coloca-la em pratica ou tentando fugir da mesma, nossa comunidade como hoje a conhecemos em processo de estruturação: coordenação geral, ministérios, grupo de perseverança, não era assim desde o principio quando foram convidados os primeiros jovens israelitas do sexo masculino, eles nem imaginavam que um dia daquele encontro de oração surgiria uma comunidade católica, o hoje nosso fundador não imaginava que 25 anos depois ele seria reconhecido como fundador daquela obra primeira.

Vamos por partes. Luiz hoje considerado, ainda que não reconhecido por alguns diga-se de passagem, é nosso fundador pois pela ação do Espirito Santo foi proclamado em nosso retiro de carnaval do ano de 2007, aquilo não foi um impulso humano foi sim um desejo de Deus que quis nos dar um guia espiritual, um pai a quem devêssemos confiar, eu orava por aquilo partilhava com meus companheiros mais íntimos na época que a comunidade precisava de uma pessoa para ser nossa referência e nosso pastor, sempre me vinham nomes de irmãos de fé como Rogaciano, Jarlene, João e eu dizia ao Senhor sempre que fosse feito a sua vontade, todos esses foram e continuam sendo importantes para o crescimento da comunidade pessoas que contribuíram para o amadurecimento do rebanho de Deus, mais Ele quis que naquele dia nenhum deles fossem proclamados a não ser o Luiz e eu digo sem medo que Deus o escolheu pela sua história de humildade e obediência muito mais pelo fato de ser remanescente da primeira reunião de oração pois isso já lhe dá o direito de ser considerado co-fundador. Ele tem em si algo que ninguém vai tirar ele tem o carisma de fundação "Um dom de Deus, que traz em si, uma graça particular para quem vive e para quem recebe”.

quarta-feira, 24 de março de 2010

Ao ministério de música da Família Novo Israel


Penso que essa deveria ser a primeira pergunta que um ministério ou cantor deveria fazer no momento em que surge a idéia: “Por que quero gravar? Qual é o meu objetivo?”.

Esse é um questionamento muito sério e fundamental, pois nos leva a perceber nossas reais motivações. Muitas pessoas sonham em gravar um CD, em ser artistas famosos. Ao ver, na mídia, músicos que se destacam, que são conhecidos em todo o Brasil e até internacionalmente, que fazem shows em todas as regiões do país, essas pessoas só conseguem enxergar o lado glamoroso do ministério.

É preciso entender que, antes de ser uma realização pessoal, gravar um CD de música católica é um chamado de Deus ao martírio. Ser um cantor católico, segundo a vontade do Senhor, é uma missão muito séria. Só deve gravar um disco quem está disposto a assumir um chamado que implica na doação de toda a vida, não em proveito próprio, mas em função do povo de Deus.
Quem é chamado pelo Senhor para uma missão como essa está sendo convocado para tornar-se um profeta no meio do povo. Claro que todos nós, pelo Batismo, fomos ungidos profetas, mas a missão dessas pessoas é entregar toda a vida em função de profetizar.

A palavra profecia significa “da boca de Deus”. Então quem vai assumir esse chamado tem que estar sempre de olhos, ouvidos e coração bem abertos para captar, para ouvir e acolher, primeiro em sua própria vida, o que Deus quer falar. E em seguida buscar ser fiel na missão de transformar as palavras do Senhor em canção. É preciso estar atento para cantar o que o povo precisa ouvir da boca de Deus.

O músico precisa entender que o seu ministério é do Senhor e que assumi-lo significa estar totalmente entregue nas mãos daquele que o chamou. E estar em suas mãos, ser um escolhido, não nos priva de enfrentar os reveses da vida, os sofrimentos, as lutas, as perdas, as vitórias e derrotas, sucessos e fracassos. Aliás, conta a história que os profetas, os homens e mulheres de Deus sofreram bastante. Como diz o livro do Eclesiástico: “filho, quando entrares para o serviço de Deus, prepara tua alma para a provação (…), pois o ouro e a prata são provados pelo fogo e os homens agradáveis a Deus, pelo caminho da humilhação” (Eclo 2,1.5).

Para suportar e ver sentido nas humilhações e sofrimentos, só tendo certeza de que está se cumprindo não um sonho pessoal, mas um chamado de Deus. Quem quer ser um evangelizador através da música, precisa estar disposto a aprender no dia-a-dia, na própria carne, a passar pelas humilhações (que não são poucas) e pelas dores (que não são pequenas), aceitando quebrar o próprio orgulho.

Aos poucos, sua vida vai sendo consumida e Jesus vai tomando espaço. Como diz São Paulo, “não sou eu quem vivo, é Cristo que vive em mim”. E mais ainda, como disse João Batista: “É preciso que ele cresça e que eu diminua”. É isso mesmo. Quem recebe esse chamado é convocado para, dia a dia, canção a canção, ir diminuindo, sumindo, para que Cristo apareça e seja o mais importante. Isso parece até utópico, mas é bem real.

Quando se tem um trabalho como esse e sua profecia começa a atingir os corações, o músico passa a estar comprometido com aquelas pessoas que cativou. Há entre eles um laço que Deus construiu através das letras, das melodias, dos acordes. Aí já não há mais o homem que queria ficar em casa com a família no sábado à noite. O que há é o missionário que precisa profetizar para um povo sedento de Deus. Claro que o Senhor também reserva para os seus missionários momentos para estar com a família, mas não são tantos quantos eles gostariam.

E o que diria de, após uma missão frutuosa, um acidente no qual morrem pessoas queridas? Isso já aconteceu com pessoas bem conhecidas. Elas continuam na missão, mesmo com a dor e a saudade geradas pela perda. Só continua quem, realmente, foi chamado pelo Senhor.

A meu ver, um CD não deve ser apenas um sonho nosso. Mas um sonho de Deus a nosso respeito. E então, por que você quer gravar um CD?

fonte: http://www.codimuc.com.br/blog/por-que-gravar-um-cd/