quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

Boa tarde,
 
Gente,
 
São silvestre não foi apenas um nome dado a uma corrida mais um grande homem religioso.
 
Edson Mendes,
 

O Santo São Silvestre



Embora seu nome se confunda com a própria história da corrida de rua mais famosa do País, poucas pessoas sabem quem foi o santo, cuja festa acontece no último dia do ano. Natural de Roma, São Silvestre foi papa e governou a Igreja de 314 a 355 d.c., ano em que morreu, exatamente no dia 31 de dezembro. A Igreja Católica escolheu esta data para canonizá-lo.

Em seu pontificado, São Silvestre estabeleceu novas bases doutrinais e disciplinares colocando a Igreja em um novo contexto social e político. Ocorreu o entrosamento entre o clero e o Estado. Com o edito de Milão, o cristianismo passou a ser a religião oficial do Império Romano, na época governado por Constantino Magno. Com essa aliança, os cristãos puderam professar abertamente sua crença e a Igreja saiu de um período de perseguição que já se arrastava por 300 anos.

Uma das grandes realizações do papa Silvestre foi o concílio ecumênico de
Nicéia, em 325, que definiu a divindade de Cristo. O curioso é que a assembléia foi convocado pelo próprio Constantino, o que mostra sua influência nos assuntos eclesiásticos. Foram elaborados ainda os de Arles e Ancira. São Silvestre foi um dos primeiros santos não-mártires cultuados pela Igreja. Ele é lembrado por promover a renovação do espírito e como protetor dos seguidores mais fiéis de Cristo.

Os feitos do santo do último dia do ano em defesa da fé não param por aí. Com a ajuda do imperador, São Silvestre construiu as basílicas de São Pedro sobre o túmulo do apóstolo, a Lateranense _ que se tornou a residência dos papas _ e a de São Paulo.

Existem apenas três paróquias dedicadas a São Silvestre no Brasil. A maior delas está localizada no distrito de São Silvestre, que faz parte de Jacareí, no Vale do Paraíba (SP); as outras ficam em Viçosa (MG) e Maringá
(PR).





 

terça-feira, 28 de dezembro de 2010

MUITOS TEMEM A CONFISSÃO

Muitos temem a confissão, mas não temeram o pecado!

Conforme o Catecismo da Igreja Católica, art.1849, “pecado é uma falta contra a razão, a verdade, a consciência reta; é uma falta ao amor verdadeiro, para com Deus e para com o próximo, por causa de um apego perverso a certos bens. Fere a natureza do homem e ofende a solidariedade humana. Foi definido como uma palavra, um ato ou um desejo contrários à lei eterna”; e , art 1850: “O pecado é amor de si mesmo até o desprezo de Deus”.
Conhecemos também, pela Doutrina Católica que há o pecado mortal, quando o homem escolhe deliberadamente, isto é, sabendo e querendo algo gravemente contrário à lei divina; este destrói em nós a caridade, sem a qual é impossível a bem-aventurança eterna. E há o pecado venial constituído pela desordem moral reparável pela caridade, que ele deixa subsistir em nós. A sua repetição produz os vícios, entre os quais avultam os pecados capitais: soberba, avareza, luxúria, ira, gula, inveja e preguiça.
Todo pecado é um ato de orgulho e de desobediência a Deus. Assim, “Cristo se humilhou e tornou-se obediente até a morte na cruz” (Fl 2,8) para expiar o orgulho e a desobediência dos nossos pecados e nos merecer o perdão. Em resposta a esse ato sublime de amor de Jesus, se exige de nós, pecadores, a confissão sacramental, na qual confessamos os nossos pecados diante do representante de Deus, legitimamente ordenado, nos dá a reconciliação e a participação na plenitude da graça de Deus, tornando concreta a palavra do Evangelho de Lucas 18,14: “Pois todo o que se exaltar será humilhado, e quem se humilhar será exaltado”.
A confissão sacramental sincera liberta o pecador das faltas cometidas, pelo arrependimento de suas ofensas.
O sacerdote, por si, não perdoa os pecados do penitente. Ele, pelo ministério confiado pela Igreja, em nome de Deus, escuta as faltas cometidas e, atendendo o sincero desejo do pecador, apresenta-o a Deus para que o perdoe. O sacerdote faz o juramento de guardar segredo das confissões. Não lhe é permitido revelar erros alheios, nem que a omissão custe a própria vida. Uma verdade profunda aprendi no Catecismo, art.1466: “O confessor não é o senhor, mas o servo do perdão de Deus”
Muitos temem a confissão, mas não temeram o pecado! Nossas misérias confessadas humildemente a um sacerdote, nos fará experimentar a acolhida, a compreensão, o abraço amoroso de Deus e o auxílio de um amigo na nossa caminhada de conversão.
Eis as palavras sábias de nosso querido e inesquecível João Paulo II: “Os consultórios psiquiátricos estão cheios porque os confessionários estão vazios”.
Não tenhamos medo de procurar um sacerdote para contar-lhe dos momentos de fraqueza que fizeram parte da nossa vida! O homem criado por Deus não é aquele que nunca erra, mas aquele que confia e tem coragem de olhar para os seus erros e tomar o firme propósito de não mais cometê-los, agradecendo pela obra redentora de Jesus.
Não tenhamos vergonha de nos confessar! Peçamos a intercessão de Maria Imaculada que, gerada sem a mancha do pecado, se tornou a Mãe de Misericórdia e, como co-redentora, participa da alegria de ver voltar para casa o filho que se perdeu!
Para nos ajudar, transcrevo os ensinamentos do Padre Wagner Augusto Portugal, Vigário judicial da Arquidiocese de Juiz de Fora e presidente do Tribunal Eclesiástico Interdiocesano.

Lar para padres idosos é inaugurado em Fortaleza

Foi inaugurado, neste fim de semana, um lar para os padres aposentados. Muitas vezes os sacerdotes não têm família e por isso não encontram um lugar para morar na velhice. O Lar Sacerdotal Jesus, Maria e José fica no Condomínio Espiritual Uirapuru, em Fortaleza.

segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

Nota de pesar pelo falecimento de Dom Miguel Maria Giambelli, CRSP

“Eu sou a ressurreição e a vida. Quem crê em mim, ainda que tenha morrido, viverá” (Jo 11,25).

cnbb_logoA Conferência Nacional dos Bispos do Brasil – CNBB recebeu com tristeza a notícia do falecimento do bispo emérito de Bragança do Pará – PA, Dom Miguel Maria Giambelli, CRSP, ocorrido neste domingo, 26 de dezembro, no hospital Santo Antônio Maria Zaccaria, naquela cidade.
Dom Miguel, desde que chegou da Itália como padre missionário barnabita para trabalhar em terras paraenses, se destacou pelo zelo e dedicação ao evangelho. Nomeado primeiro bispo da diocese de Bragança do Pará, em 1980, imprimiu nesta Igreja Particular, ao longo de seus 16 anos de pastoreio, uma marca evangelizadora que há de perpetuar sua memória.

Emérito em 1996, Dom Miguel testemunhou seu particular amor pela diocese ao fazer a opção de residir, a partir desta data, no Hospital Santo Antônio Maria Zaccaria, consumindo-se, qual bom samaritano, no serviço silencioso e anônimo aos doentes, os quais visitava cotidianamente e confortava com a palavra de Deus e com os sacramentos.

Manifestamos ao bispo de Bragança do Pará, Dom Luís Ferrando, e a todos seus diocesanos os nossos sentimentos de pesar e dor pelo passamento deste irmão que, agora, é chamado a viver em plenitude a vida dos justos. Com toda justiça, ele pode dizer com o apóstolo Paulo: “Combati o bom combate, terminei a corrida, guardei a fé” (2Tm 4,7).

Brasília – DF, 26 de dezembro de 2010
Dom Dimas Lara Barbosa
Bispo Auxiliar do Rio de Janeiro
Secretário-Geral da CNBB

Mensagem do Papa

O papa Bento XVI pronunciou, sábado, 25, ao meio dia (horário de Roma) a tradicional mensagem de natal “Urbi et Orbi” (à cidade de Roma e ao o mundo). “Somente aqueles que se abrem ao amor, são envolvidos pela luz do Natal”, disse o papa durante a mensagem transmitida em mundo-visão a milhões de fiéis do mundo inteiro que se somaram aos milhares de presentes na Praça São Pedro. Ao final da mensagem, ele fez suas felicitações natalinas em 65 línguas.
“A encarnação do Filho de Deus é um acontecimento que se deu na história, mas ao mesmo tempo ultrapassa-a. Na noite do mundo, acende-se uma luz nova, que se deixa ver pelos olhos simples da fé, pelo coração manso e humilde de quem espera o Salvador. Se a verdade fosse apenas uma fórmula matemática, em certo sentido impor-se-ia por si mesma. Mas, se a Verdade é Amor, requer a fé, o ‘sim’ do nosso coração”, disse Bento XVI.
Leia a íntegra da mensagem