segunda-feira, 19 de novembro de 2012

Mini Formação: O tempo de Advento

Começo: O Advento é o começo do Ano Litúrgico e começa no domingo
Termo: Advento vem de adventus, vinda, chegada, próximo a 30 de novembro e termina em 24 de dezembro. Forma uma unidade com o Natal e a Epifanía.
Cor: A Liturgia neste tempo é o roxo.
Sentido: O sentido do Advento é avivar nos fiéis a espera do Senhor.
Duração: 4 semanas
Partes: pode-se falar de duas partes do Advento:
a) Do primeiro domingo ao dia 16 de dezembro, com marcado caráter escatológico, olhando à vinda do Senhor ao final dos tempos;
b) De 17 de dezembro a 24 de dezembro, é a chamada "Semana Santa" do Natal, e se orienta a preparar mais explicitamente a vinda de Jesus Cristo na história, o Natal.
Personagens: As leituras bíblicas deste tempo de Advento estão tomadas sobre tudo do profeta Isaías (primeira leitura), também se recorrem as passagens mais proféticas do Antigo Testamento destacando a chegada do Messias. Isaías, João Batista e Maria de Nazaré são os modelos de fiéis que a Iglesias oferece aos fiéis para preparar a vinda do Senhor Jesus.

sexta-feira, 2 de novembro de 2012

O Dia de Finados

Há pouco, reverenciamos nossos irmãos falecidos. A Igreja dá à data litúrgica de 2 de novembro o título de “Comemoração de todos os fiéis defuntos”. É um dia no qual nós cristãos rezamos principalmente pelos nossos irmãos na fé, ou seja, os batizados em Cristo que já morreram. Claro que toda a humanidade – e não só os cristãos – são objeto da oração e solicitude da Igreja, que é Corpo de Cristo, o Salvador de todos! Diariamente, na Santa Missa, a Igreja recorda não somente os “nossos irmãos que partiram desta vida”, mas também “todos aqueles cuja fé só vós conheceis”!

Seja como for, o Dia de Finados nos coloca diante de uma questão fundamental para nossa existência: a questão da morte. Nosso modo de enfrentar a vida depende muito do modo como encaramos a morte e vice-versa. Atualmente, há quatro modos possíveis de encará-la, de colocar-se diante da realidade da morte. Senão, vejamos:

Há aqueles – e não são poucos – que cinicamente a ignoram. Vivem como se um dia não tivessem que morrer; preocupam-se tão somente com esta vida: comamos e bebamos! Em geral, quando vão a um sepultamento, conversam o tempo todo sobre futebol, política ou quaisquer outros assuntos banais e rasteiros. São pessoas rasas, essas; pessoas que nunca pararam de verdade para se perguntar sobre o sentido da vida e, por isso mesmo, não vivem, mas sobrevivem apenas! Estas, quando tiverem que enfrentar a própria morte, que vazio, que absurdo encontrarão! É o preço a pagar pelo modo leviano com que viveram a vida. Isto é triste, porque quando o homem não pensa na morte, esquece que é finito, passageiro, fugaz e, assim, começa a julgar-se Deus de si mesmo e tudo que consegue é infernizar sua vida e a dos outros. São tantos os exemplos atuais…
Há ainda aqueles que, diante da morte, angustiam-se, apavoram-se até ao desespero. A morte os amedronta: parece-lhes uma insensatez sem fim, pois é a negação de todo desejo de vida, de felicidade e eternidade que cresce no coração do homem. Estes sentem-se esmagados pela certeza de, um dia, ter de encarar, frente a frente, tão fria, tirana e poderosa adversária. Assim, querendo ou não, podem afirmar como Sartre, o filósofo francês: “A vida é uma paixão inútil!”
Há também um terceiro grupo: o dos otimistas ingênuos. Vemo-los nessas seitas esotéricas de inspiração oriental e em todas as doutrinas reencarnacionistas. A Seicho-no-iê, por exemplo, afirma que o mal, a doença, a morte são apenas ilusão: a meditação, o autocontrole, a purificação contínua podem libertar o homem de tais ilusões; o Espiritismo, proclama, bêbado de doce ilusão: “A morte não existe. Não há mortos!” – É esta a afirmação existente num monumento ao nascimento do Espiritismo moderno, em Hydesville, Estados Unidos da América. Não há morte para nos agredir; há somente uma desencarnação!
Há ainda um último modo de encarar a morte, tipicamente cristão. A morte existe sim! E dói, machuca! Não somente existe como também marca toda a nossa existência: vivemos feridos por ela, em cada dor, em cada doença, em cada derrota, em cada medo, em cada tristeza… até a morte final! Não se pode fazer pouco caso dela; ela nos magoa e nos ameaça; desrespeita-nos e entristece-nos, frustra nossas expectativas sem pedir permissão. O cristão é realista diante da morte; recorda-se da palavra de Gn 2,17: “De morte morrerás!” Então, os discípulos de Cristo somos pessimistas? Não! Nós simplesmente não nos iludimos: sabemos que a morte é uma realidade e uma realidade que não estava no plano de Deus para nós: não fomos criados para ela, mas para a vida! Deus não é o autor da morte, não a quer nem se conforma com ela!
Por isso mesmo enviou-nos o Seu Filho, aquele mesmo que disse: ”Eu sou a Vida; eu sou a Ressurreição!” Ele morreu da nossa morte para que nós não morramos sozinhos, mas morramos com ele e como ele, que venceu a morte! Para nós, cristãos, a morte, que era como uma caverna escura, sem saída, tornou-se um túnel, cujo final é luminoso. Isto mesmo: Cristo arrombou as portas da morte! Ela tornou-se apenas uma passagem, um caminho para a nossa Páscoa, nossa passagem deste mundo para o Pai. “Ainda que eu passe pelo vale da morte, nenhum mal temerei, porque está comigo!” Em Cristo a morte pode ser enfrentada e vencida! Certamente, ela continua dolorosa, ela nos desrespeita; mas se, no dia a dia, aprendermos a viver unidos a Cristo e a vivenciar as pequenas mortes de cada momento em comunhão com o Senhor que venceu a morte, esta será um “adormecer em Cristo”.

Por tudo isso, o Dia de Finados é sempre excelente ocasião não somente para rezar pelos nossos irmãos já falecidos, mas também para pensarmos na nossa morte e na nossa vida, pois “tal vida, tal morte!
Foto  
Dom Henrique Soares da Costa
Bispo Auxiliar de Aracaju

Retiro dos Jovens Novo Israel


terça-feira, 30 de outubro de 2012

Para que um Ano da Fé? Jesus anunciou um ano de graça

No Evangelho de São Lucas (4, 19) Jesus começando seu ministério vai a Sinagoga como era do seu costume, em um dia de sábado, afirmando que veio para cumprir a profecia dada por Isaías, proclamando um ano de graça, na linguagem bíblica, isso significa um Kairós, um ano da graça de Deus.
A força do anúncio cristão se baseia, não somente na dimensão do perdão dos pecados, mas na salvação de todo o homem. Isso nos oferece uma dimensão no qual coloca o cristianismo, não  simplesmente como uma mudança de comportamento moral, mas num projeto de vida, que parte de um encontro pessoal com Jesus Cristo.
Aqui entramos no centro do Ano da Fé desejado por Bento XVI, favorecer um constante encontro pessoal com Jesus Cristo, e este cria em nós a fé. Mas para que serve, o que será e como devemos viver o Ano da fé? 
Começamos a responder a estas perguntas, na certeza que o Ano da Fé, tem como centro desejado, a redescoberta do caminho que nos leva a Jesus, e consequentemente nossa Identidade Cristã. Uma coisa leva à outra. Não falamos de descobrir, mas de redescobrir, ou seja, algo que já foi descoberto e que se perdeu, devido a tantas situações, isto gera em nós uma pergunta: Onde está o caminho que nos leva a Jesus?
A resposta é justamente a redescoberta da nossa própria identidade cristã, que, como já foi dito acima, não é apenas uma atitude moral, mas parte de um encontro pessoal com Jesus. Para isso se faz necessário que toda nossa vida se volte a esta realidade e não somente a um cumprimento de ritualismos, pois, ser cristão com identidade cristã é saber agir como Cristo em todas as situações da vida. Isso só acontece a partir da fé que nasce de um encontro pessoal com a Pessoa de Jesus.
Para viver bem este Ano da Fé, são necessárias colocarmos três ações que devem em comunhão: Crer, Celebrar e Viver. Aqui paramos diante da nossa realidade, e nos perguntamos: Nossa vida condiz com aquilo que cremos, celebramos e vivemos? Esta simples pergunta devemos fazer constantemente. O que vivo, celebro? O que celebro, creio? E o que creio, vivo?
Para vivermos bem este Ano da Fé voltemos para estes três verbos: Crer, Celebrar e Viver, e assim, somos chamados a colocar nossa vida como cristão, num contínuo processo de atenção e tensão, esta é a nossa constante medida de fé.
E o que será este Ano da fé? Seguramente será um ano de muitas graças e bênçãos para todo o Povo de Deus, mas também será um ano de muita provação, onde a nossa fé será colocada em jogo, devido a todo um sistema contrário a ela e ao cristianismo. Porém neste Ano da Fé, devemos esperar também um verdadeiro Kairós, de testemunho e anúncio, pois, o mundo precisa de cristãos santos que saibam anunciar com a vida e  palavras sua fé em Cristo.
Portanto, o que será este Ano da Fé? Somente uma pessoa de fé conseguirá sair dele ainda mais revigorado, solidificado, pois o justo viverá pela fé. (Hab 1,4)
Padre Anderon Marçal
http://blog.cancaonova.com/padreanderson

Entenda o significado da logomarca do Ano da Fé


O Ano da Fé é um tempo próprio para redescobrir, aprofundar e viver a fé católica. Esse período foi aberto oficialmente pelo Papa Bento XVI no dia 11 deste mês com uma Santa Missa realizada no Vaticano.

Até o dia 24 de novembro de 2013, quando será encerrado o Ano da Fé, o Santo Padre propõe várias atitudes para os católicos crescerem nessa virtude, entre elas, estudar o Catecismo da Igreja Católica (CIC), melhorar o testemunho cristão e crescer em obras de caridade.

Uma logomarca vai acompanhar toda a trajetória do Ano da Fé, carregada de um significado próprio. Entenda cada parte deste logo:




No campo quadrado e com borda, encontra-se simbolicamente representada a nau, imagem da Igreja, que navega sobre águas sutilmente esboçadas.

O mastro principal é uma cruz que iça as velas. Estas por sua vez, realizam o Trigama de Cristo (IHS). E, ao fundo das velas, aparece o sol que associado ao Trigama remete à Eucaristia.

sexta-feira, 26 de outubro de 2012

“Catecismo da Igreja Católica – 20 anos”

Palavra do Pastor
Iniciamos o Ano da Fé no dia 11 deste mês de outubro por convocação do Santo Padre Bento XVI. Ele se realiza na comemoração dos 50 anos do Concílio Vaticano II e sua abertura coincide com o Sínodo dos Bispos para a Nova Evangelização.
O mesmo Papa na sua carta Porta Fidei, com a qual estabeleceu o Ano da Fé, destaca a importância do Catecismo das Igreja Católica, que ora completa seus 20 anos, como instrumento fundamental para que os fiéis tenham a orientação segura sobre os conteúdos da fé: “Esta obra, verdadeiro fruto do Concílio Vaticano II, foi desejada pelo Sínodo Extraordinário dos Bispos de 1985 como instrumento ao serviço da catequese[4] e foi realizado com a colaboração de todo o episcopado da Igreja Católica. E uma Assembleia Geral do Sínodo dos Bispos foi convocada por mim, precisamente para o mês de Outubro de 2012, tendo por tema ‘A nova evangelização para a transmissão da fé cristã’. Será uma ocasião propícia para introduzir o complexo eclesial inteiro num tempo de particular reflexão e redescoberta da fé.”
E o mesmo Catecismo deverá ser redescoberto no contexto das comemorações do Ano da Fé e da Nova Evangelização como baliza segura de: em quem se crê e o que se crê.